
Como a Ortodontia Prepara o Caminho para o Implante Dentário
Vai colocar um implante dentário? Veja as 3 perguntas que ajudam a escolher o melhor lugar para ele, com base em 11 estudos científicos.

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Há quanto tempo o dente se foi? Um mês, um ano, dez anos? Parece um detalhe, mas é por aí que começa a história do seu implante. Quando um dente é extraído, o osso daquela região fica sem função e, aos poucos, vai sofrendo atrofia. Um levantamento que reuniu 20 estudos mostrou que essa perda é mais rápida nos primeiros meses depois da extração [4]. O implante é uma escolha acertada. E, justamente por ser definitivo, ele merece o melhor lugar possível.
Resposta rápida
O implante é definitivo e, depois de colocado, não muda de lugar. Por isso, antes dele, vale fazer três perguntas. Primeira: existem condições hoje para colocar o implante, ou é preciso criá-las? Segunda: mesmo havendo condições, o implante é necessário, ou dá para fechar o espaço com aparelho? Terceira: dá para criar um ambiente mais seguro para ele, abrindo mais espaço para que se acomode melhor? As respostas mudam de uma boca para outra, e é no planejamento que elas aparecem.
Quer essas três respostas para o seu caso? Agende sua Consulta de Diagnóstico e saia com a ordem das etapas e um calendário organizado.
Resumo
Depois que o dente sai, o osso da região diminui com o tempo, e a perda é mais rápida nos primeiros meses [4].
O implante precisa de osso suficiente [4] e de espaço adequado em relação aos dentes vizinhos [5][6].
Em alguns casos, mover os dentes com aparelho fecha o espaço eliminando a necessidade do implante. Em outros, prepara a região para o implante ficar mais bem acomodado.
O momento de colocar o implante, antes ou mais ao final da movimentação dos dentes com o aparelho, é decidido no planejamento.
Com o alinhador transparente, o calendário pode fazer o fim do tratamento coincidir com a cicatrização do osso ao redor do implante. Você não perde tempo.
O implante é para sempre. O lugar dele também.
Quem escolhe o implante quer o dente de volta, estável e bonito, resolvido de uma vez. Faz todo sentido. É uma decisão boa, e pede um cuidado antes de começar.
O dente natural se move quando recebe a força certa. É assim que qualquer aparelho funciona. O implante, não. Depois de instalado, ele vira um ponto fixo na boca e não acompanha nenhuma movimentação. O lugar dele se escolhe uma vez, e bem escolhido.
Então a conta é simples. Tudo o que for preciso para o implante ficar no melhor lugar se acerta antes dele. É para isso que servem as três perguntas.
Pergunta 1: existem condições hoje, ou é preciso criá-las?
O implante precisa de duas coisas para se firmar bem: osso suficiente e espaço na medida certa em relação aos dentes vizinhos. Às vezes as duas já estão lá, prontas. Às vezes, não.
Osso suficiente
Nos 6 meses depois da extração, o osso pode perder de 29% a 63% da espessura [4]. É por isso que vale conferir, antes de tudo, quanto osso existe hoje para receber o implante. Olhar no espelho não responde. Os exames de tomografia, sim.
Espaço na medida certa
Aqui, milímetros decidem. Um estudo acompanhou 58 adultos com implante unitário por até 3 anos e viu que a distância faz diferença: com mais folga entre o implante e o dente vizinho, o osso do vizinho se preservava melhor, principalmente nos dentes da frente de cima [5]. Entre dois implantes vizinhos, os pesquisadores recomendam manter pelo menos 3 mm de osso [6].
Pense numa vaga de garagem. O carro até entra na vaga apertada, mas ninguém consegue abrir a porta. O implante também gosta de folga para ele e para os vizinhos.
Quando osso e espaço estão lá, ótimo. Mas ter condições não encerra a conversa, e é aí que entra a segunda pergunta.
Pergunta 2: o implante é necessário, ou dá para fechar o espaço com aparelho?
Parece uma pergunta curiosa num texto sobre implante. Mas ela faz parte de um planejamento bem feito. Em alguns casos, a ortodontia aproxima os dentes vizinhos e eles mesmos ocupam o espaço que ficou vazio.
A ciência tem boas notícias sobre esse caminho. Quando falta de nascença o dente lateral de cima, um levantamento que reuniu 9 estudos viu que fechar o espaço com ortodontia teve boa avaliação estética e boa saúde da gengiva [1]. Outro estudo acompanhou por dez anos pessoas nessa situação que fecharam o espaço e encontrou gengiva saudável nos dentes da frente [2].
Quando o implante é necessário, ele chega confirmado pelo planejamento, escolhido porque é o melhor para o caso. Se dá para fechar o espaço com aparelho é uma das coisas que a Consulta de Diagnóstico mostra.
Pergunta 3: dá para criar um ambiente mais seguro para o implante?
Esta é a pergunta dos casos no limite. O espaço existe, o osso existe, mas estão justos. Dá para aumentar as chances de sucesso para este implante.
Mais espaço para ele se acomodar
Com a ortodontia, os dentes vizinhos podem ser afastados para abrir mais espaço. É isso que torna o ambiente mais seguro, e segurança aqui quer dizer mais chance de sucesso para o implante: com folga, ele fica a uma distância confortável das raízes vizinhas. O estudo com 58 adultos da primeira pergunta mostrou exatamente isso: quanto mais folga entre o implante e o dente vizinho, mais osso o vizinho conservava [5]. Quando são dois implantes lado a lado, vale a mesma lógica, com pelo menos 3 mm de osso entre eles [6]. E esse ajuste só pode ser feito antes, porque, depois que o implante está no lugar, os vizinhos pouco se ajustam em volta dele.
Osso novo onde o implante vai morar
O movimento dos dentes também mexe com o osso, e a favor. Num estudo com 55 pacientes, levar um dente vizinho para o lugar do dente ausente aumentou a espessura do osso em média 28,5%. E esse osso novo continuava lá depois de 5 anos [7].
Há ainda um recurso para o dente que não tem salvação. Dependendo do caso, antes de extraí-lo, a ortodontia pode "puxá-lo" devagar. Um levantamento de 18 artigos mostrou ganho de osso e de gengiva no local do futuro implante em todos os casos relatados, sem precisar de cirurgia de enxerto para isso [8].
Uma etapa discreta
Para o adulto, mover dentes é uma forma de preparar o local do implante sem cirurgia. E os aparelhos discretos, como os alinhadores transparentes, ajudaram mais adultos a escolher essa etapa [9].
Quer saber qual dessas três respostas vale para a sua boca? Agende sua Consulta de Diagnóstico.
Quando colocar o implante: antes ou depois de mover os dentes?
Não existe uma ordem única. Existe a ordem certa para cada caso.
Há situações em que o implante deve entrar antes da movimentação dos dentes, quando a pessoa também está pensando em corrigir o sorriso com aparelho. E há casos em que ele entra mais ao final do tratamento, porque os dentes ao redor ainda vão se mover para acomodá-lo melhor.
O fio condutor é sempre o mesmo. O implante não se move com o aparelho. Então o momento de colocá-lo não se improvisa no meio do caminho. Ele é decidido no planejamento, antes do primeiro passo.
Descubra se o seu caso é para alinhador
Na Consulta de Diagnóstico, o escaneamento 3D mostra as possibilidades para o seu sorriso.
Agende sua consultaO calendário que faz tudo terminar junto
Como o implante não se move com o aparelho, a hora dele pode ser marcada de trás para frente. Na Hiroce, o planejamento com alinhador transparente prevê quando o tratamento termina, e é a partir daí que o momento do implante é escolhido. Um levantamento de 21 estudos mostrou que alinhadores usados por um período curto, numa etapa antes de próteses, restaurações e implantes, vêm sendo cada vez mais adotados [10].
Palavra do especialista
Na maioria das vezes, preparar o espaço para um implante envolve apenas um dente ou uma pequena região da boca.
Com os alinhadores, consigo movimentar esses dentes de forma mais precisa e controlada, sem precisar movimentar toda a arcada ao mesmo tempo. No aparelho fixo, esse tipo de movimento pode exigir recursos específicos no fio, que acabam sendo mais volumosos e podem incomodar mais a bochecha e a gengiva.
E tem uma coisa que considero ainda mais importante: eu consigo planejar o tratamento pensando também no momento do implante.
Sabendo quanto tempo o alinhamento vai levar, podemos programar o implante para que, enquanto os dentes estão sendo movimentados, o osso também tenha tempo para cicatrizar. Assim, as duas etapas caminham juntas.
O objetivo é simples: quando os alinhadores terminarem, o implante também estar pronto para receber a coroa, sem precisar ficar esperando uma etapa terminar para começar a outra.
Dr. Hiroce
Professor Faculty Invisalign e palestrante internacional.
Ortodontia e implante lado a lado, desde o diagnóstico
Tudo o que você leu até aqui depende de uma coisa: ortodontia e implante conversando desde o primeiro dia. Fechar o espaço, preparar o local e decidir o momento do implante são decisões que se encaixam umas nas outras.
É como construir uma casa. Acabamento bonito não corrige uma fundação que não foi pensada. Por isso a fundação e o acabamento são desenhados juntos, na mesma prancheta.
Esse é o quadro da Clínica Hiroce. Ortodontia e implante trabalham lado a lado, desde o diagnóstico, olhando a mesma boca e o mesmo plano. Para quem vai colocar um implante, isso quer dizer algo bem simples: um plano só, com começo, meio e fim, e cada etapa no seu tempo.
Como a Consulta de Diagnóstico pode ajudar
A Consulta de Diagnóstico existe para dar clareza. Com escaneamento 3D e simulação digital, a equipe responde as três perguntas para a sua boca. Existem condições hoje? O implante é o caminho, ou dá para fechar o espaço? Vale abrir mais espaço para ele ficar mais bem acomodado?
Com as respostas na mão, você sai sabendo a ordem certa das etapas e em que momento o implante entra no calendário, para que ele não fique esperando pela coroa.
Se você perdeu um dente, ou nasceu sem ele, e já decidiu pelo implante, agende sua consulta. O implante merece o melhor lugar, e esse lugar começa a ser escolhido ali.
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Perguntas frequentes
O implante se move junto com o aparelho?
Não. Depois de instalado, o implante é um ponto fixo e não acompanha a movimentação dos dentes. Por isso, o espaço, o osso e a posição dos dentes vizinhos são planejados antes dele.
Por que importa há quanto tempo perdi o dente?
Porque, depois da extração, o osso da região vai diminuindo, e essa perda é mais rápida nos primeiros meses [4]. Saber o tempo ajuda a entender quanto osso existe hoje para o implante.
Dá para fechar o espaço do dente perdido com aparelho?
Em alguns casos, sim. Os dentes vizinhos podem ser movimentados para ocupar o espaço [1][2][3]. Quando o implante é o melhor caminho, a ortodontia pode preparar a região para recebê-lo.
Preciso terminar o tratamento com aparelho para depois colocar o implante?
Não necessariamente. Em alguns casos, o implante entra antes da movimentação. Em outros, mais ao final. Com o alinhador transparente, o planejamento prevê o término do tratamento e faz esse momento coincidir com a cicatrização do osso ao redor do implante.
O alinhador transparente pode preparar a região do implante?
Pode. O preparo costuma envolver só um dente ou um pequeno grupo, e o planejamento do alinhador permite isolar esses movimentos, com cada etapa desenhada no computador. Alinhadores usados por um período curto, antes de próteses, restaurações e implantes, vêm sendo cada vez mais adotados [10].
O alinhador também é usado antes de outros tratamentos?
Sim. Num relato de dois casos, o alinhador limitado aos dentes da frente foi útil para alinhar os dentes antes do tratamento restaurador, dentro de um plano com mais de uma especialidade [11].
Glossário
Implante dentário
Coroa
Cicatrização do osso ao redor do implante
Fechamento de espaço
Alinhador transparente
Escaneamento 3D
Professor Faculty Invisalign
Referências científicas
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Rosa M, Lucchi P, Ferrari S, Zachrisson BU, Caprioglio A. Congenitally missing maxillary lateral incisors: long-term periodontal and functional evaluation after orthodontic space closure with first premolar intrusion and canine extrusion. American Journal of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics. 2016;149(3):339-348. https://doi.org/10.1016/j.ajodo.2015.08.016
Shi X, Wang S, Chen L, et al. Alveolar bone remodeling following orthodontic closure of missing mandibular first molar spaces: a CBCT-based morphometric study. Progress in Orthodontics. 2026;27(1):11. https://doi.org/10.1186/s40510-026-00615-4
Tan WL, Wong TL, Wong MC, Lang NP. A systematic review of post-extractional alveolar hard and soft tissue dimensional changes in humans. Clinical Oral Implants Research. 2012;23(Suppl 5):1-21. https://doi.org/10.1111/j.1600-0501.2011.02375.x
Esposito M, Ekestubbe A, Gröndahl K. Radiological evaluation of marginal bone loss at tooth surfaces facing single Brånemark implants. Clinical Oral Implants Research. 1993;4(3):151-157. https://doi.org/10.1034/j.1600-0501.1993.040306.x
Tarnow DP, Cho SC, Wallace SS. The effect of inter-implant distance on the height of inter-implant bone crest. Journal of Periodontology. 2000;71(4):546-549. https://doi.org/10.1902/jop.2000.71.4.546
Eliášová P, Marek I, Kamínek M. Implant site development in the distal region of the mandible: bone formation and its stability over time. American Journal of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics. 2014;145(3):333-340. https://doi.org/10.1016/j.ajodo.2013.11.015
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Vatamanu OEB, Alzyoud Z, Elgarba BM, Fontenele RC, Cristache CM, Jacobs R. Clear aligner therapy for minimally invasive dentistry: a scoping review. Journal of Dentistry. 2025;161:105968. https://doi.org/10.1016/j.jdent.2025.105968
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Escrito por
Dr. Marcos HiroceHiroce Ortodontia & Estética
Diretor clínico da Hiroce · Palestrante Internacional · Professor Faculty Invisalign · CRO-RJ 32545

